20
Nov
09

Twitter like post

Bateu o sono, finalmente. Ufa! Quase 4 da madrugada. PQP. Ainda bem que meu horário no trabalho é flexível.

20
Nov
09

O trânsito e o Matuck. É, de novo.

- Hoje eu vi algo que me surpreendeu positivamente e, ao mesmo tempo, me deprimiu. Era uma Parati “bolinha”, carro já com mais de 10 anos, muito conservada, com belos, novos e vistosos pneus Bridgestone Potenza. Normalmente eu vejo carros como esses nas mãos da peãozada que mal consegue mantê-los rodando, sempre na base da gambiarra e do “xunning” de vila. Bom ver um carro envelhecer com dignidade, plenamente apto ao uso e, pelos pneus de qualidade, ver que o seu dono se preocupa com a segurança. Mas, se eu pudesse, passava por cima da peãozada e seus carros sem condições de rodar – que é a regra – com um tanque de guerra.

- Em contrapartida ao Bridgestone da Parati, como pode alguém ter coragem de usar um pneu recapado/remoldado de marcas diversas, como, por exemplo, da BS Goiano? E que tem uma pamonha desenhada no pneu? Seria um sinal, essa pamonha? Duvida? Vai a foto. Um dia eu compro o tanque de guerra.

Nota: antes que o povo da BS Goiano venha me aporrinhar, eu tenho a mesma opinião pra qualquer pneu recapado/remoldado para automóveis de passeio. Nenhum, mas absolutamente nenhum pode ser comparado a um pneu novo de qualidade. E carros com esses pneus rodam nas mesmas vias que eu rodo com o meu carro, que está sempre com a melhor manutenção possível em dia, incluindo obviamente elementos críticos como são os pneus. E eu corro maior risco de me envolver em acidentes por causa desta categoria de pneus usadas por outros motoristas. Odeio essa situação. E acabou.

Sim, ele existe.

- Estou eu tentando pegar uma via de trânsito rápido quando um velho e deteriorado Gol BX nas mãos de um velho e deteriorado maldito peão me fecha, pára e me impede de acessar a via, ficando inacreditáveis 6 minutos parado esperando porra nenhuma pra entrar. E, somente quando eu passei a fazer bom uso de cada centavo que a fabricante do meu carro me cobrou pela buzina instalada, o velho começou a se movimentar. E ainda tentou me sacanear emparelhando na arrancada. Quanto custa um tanque de guerra? Será que tem pra vender no Mercado Livre ou no eBay?

- Agora, uma pra animar, no melhor humor negro do Evil Matuck. Alguém já parou pra pensar como é a conversa entre um motorista e o passageiro no trânsito, quando pelo menos um deles é surdo-mudo? Não? Pois eu vi isso hoje. Quando o passageiro ia “falar” com o motorista através de linguagem de sinais, tinha que esperar o cara tirar os olhos do trânsito e olhar pra ele por um breve perído. E o passageiro passava a gesticular como um doido, até o motorista voltar a olhar pra frente. Mas o melhor era o contrário. Quando o motorista ia responder, olhava pro passageiro, tirava as duas mãos do volante, gesticulava como um louco e agarrava o volante novamente. Tente imaginar a cena. E, fodam-se politicamente corretos, eu ria como um louco da cena. Triste, mas engraçado. E muito. Pra ambos os adjetivos.

20
Nov
09

Um diálogo para (quase) 8 anos da nossa história.

Aconteceu há duas semanas, mais ou menos.

- Onde estamos indo, Fábio?

- Resolver um negócio. Você veio porque não tinha outro jeito.

- Estou te achando estranho por esses dias. Deu uma fugida, foi pra sei lá onde, ontem, voltou me olhando estranho. Seu jeito comigo mudou.

- Mudou nada. Deixa de frescura. Chegamos.

- Posso ir junto?

- Não.

- Por que?

- Porque é rápido e não te interessa.

- Demorou a voltar. O que era?

- Já falei. Nada pra você se preocupar.

- Não me preocupar? Eu estou entendendo tudo. Acho que você vai me largar por aí. Tem mais alguém, né? Não faz essa cara. E me responde!

- Éééé… tem.

- Eu sabia. Você tá estranho.

- Claro que to estranho. Não é mais a mesma coisa, porra.

- Eu já era, né? Te servi bem esses anos todos. Por que deixei de servir?

- Porque as coisas mudaram. Naquele ano de 2002 você era a coisa mais perfeita do mundo, pra mim. Hoje não. Vamos falar sério. Você já não tem o viço da juventude, tem hora que eu me estresso com você e vice versa. Mudou. Com a chegada do neném, passei a te ver diferente. Apareceram defeitos que eu não via, ou que até agora eu encarava como qualidades, não como defeitos. Mudou.

- Mudou porque você quis. Eu continuo do mesmo jeito.

- Eu sei. Mas o seu jeito não é mais o que eu quero. Pelo menos não somente o seu jeito. Mas eu ainda gosto muito de você, poxa. Não sei o que vou fazer. É uma decisão grande, afinal.

- Vai me largar por aí? Jogar nas mãos de outra pessoa?

- Não sei. Ainda não me decidi. Mas, se estiver tudo bem pra você, você fica também. Só que vou estar menos presente. Bem menos. Chegando coisa nova, do jeito que eu quero, vou ficar mais lá que cá.

Silêncio. Fim da conversa. Me senti um canalha.

18
Out
09

Trívias (again, and again, and agaaaaaaaaaain)

Sim, meu povo. Iremos de trívias. Nada de muito importante para merecer um post dedicado.

- Depois de exatos dois meses e meio, voltei a ligar meu PS3. Ele estava estragado, caro nerd Matuck? Não. Eu estava estragado. Desde que o meu filho nasceu, faltava-me tempo e disposição para qualquer outra coisa que não fosse dormir e comer. O resto, como trabalhar, tomar banho e ir ao banheiro, só fiz porque era obrigado. Cansaço de madrugadas sem dormir é FODA! Mas é gratificante. A natureza acertou muito bem nos gatilhos evolutivos que nos fazem amar a cria.

- Nota: jamais pensei que iria virar a madrugada torcendo para um bebê fazer cocô. E comemorar quando ele conseguir.

- Último item do post, relacionado ao estado biba mental que assumimos quando pais: eu realmente achei um motivo, um bom motivo até então menosprezado por mim, para ter inveja das mulheres. Eu jamais, jamais mesmo, poderei ser para uma criança o que é uma boa mãe. A relação do bebê com a mãe é algo que me causa inveja.

- Ah, esses imbecis estagiários jornalistas da República da Banana. Por estes dias, estou eu lendo o Correio Braziliense quando me deparo com um desperdício de tinta e papel sobre a participação de uma fulaninha qualquer em uma prova de natação no Lago Paranoá. Resumo da pantomínia, a fulaninha chegou em último na classificação geral. Pausa. Guardou este fato? Continuemos. Lá pelas tantas, o jornalista (HAHAHAHAHAHAHAHUOHOHOHOHOHOHO – contenha-se, Matuck) faz questão de ressaltar que a Funalinha (agora nome próprio) chegou em quinto na categoria “mulheres”. UAU!!! E aí, a pergunta: quantas mulheres competiram? Vamos lá, não se deixe enganar por este arremedo de profissional que escreveu a matéria. A mulher chegou em ÚLTIMO NA GERAL!!!! Até um periquito que estivesse competindo nadaria e chegaria na frente dela! Que eu saiba, a geral é a geral. É todo mundo na conta, sem categoria, sem piedade, no mercy. E eu perdi tempo lendo isso. Porra.

- Ah, sim o PS3. A cada dia, fico mais feliz em tê-lo escolhido em detrimento do XBox 3RL 360. Usar um media server no notebook para transmitir streaming de vídeo HD e Full HD (esse último, wireless, não dá) para o PS3, com legendas externas, não tem preço.

- O trabalho: estou trabalhando como um cavalo velho puxando carroça. Mas é uma boa aposta. De qualquer forma, me convenci de vez de que não sirvo para desenvolver  interfaces humanas. Meu negócio é software básico. Aí, sim, eu me divirto projetando e escrevendo software.

- Átila, ao parar, cheira a gasolina. DAMN!

- Ainda quanto ao PS3. Ok, eu aceito esperar instalação. Download content é uma boa idéia. Mas, PQP EA!!!! Enfiar DLC bloqueado em um patch do Fight Night Round 4, e fazer essa porcaria ter inadmissíveis 234MB, é de chutar no meio das pernas. Eu só quero comprar por um jogo e TER O JOGO INTEIRO!!! É muito, pedir isso? É muito querer um jogo sem bugs, logo de cara? É, sem bugs, é querer muito, sim. Mas ser obrigado a baixar conteúdo pago (que eu não vou pagar e não vou usar, óbvio) inchando um patch de correção, mesmo que eu não queira, é foda.

22
Set
09

Desafio do Matuck

Essa é pra terminar por hoje. Na fila, um post de trívias e um sério. Mas isso é pra amanhã. Quem sabe, para o mês que vem?

Bom, vamos lá. Valendo um autógrafo legítimo do Matuck para quem descobrir.

Por que o nome do meu Uno é Átila?

22
Set
09

Eu avisei

O cara imita o Superman sem constrangimento!

O cara imita o Superman sem constrangimento!

Ele é amigo do Homem Aranha!

Ele é amigo do Homem Aranha!

E, PQP!!! Ele apareceu com um Sabre de Luz em um evento de esgrima na Casa Branca!!!

E, PQP!!! Ele apareceu com um Sabre de Luz em um evento de esgrima na Casa Branca!!!

Alguém ainda tem a menor e mais ridiculamente infimamente insignificantemente vascainamente dúvida de que os nerds dominaram o mundo?

Amanhã levarei meu Goomba para o trabalho.

22
Set
09

Histórias bizarras que só o Matuck presencia

Oi, meu povo. Mantendo a média de um post por mês. Sim, eu tenho vontade de escrever, mas me falta disposição.

Criaturas malévolas, é o seguinte. Esta história contém palavreado chulo. Caralho, mas o blog é meu! Pra puta que pariu quem se ofender com essa merda de texto. Pronto, agora vocês se acostumaram com o ritmo.

Ontem eu aproveitei o finzinho da tarde pra dar uma volta com os cachorros. Os bichos não andam tendo lá muita atenção, pois o bebê demanda quase toda ela. Mas ninguém vai morrer por isso.

Já que eu estava na rua, passei na padoca pra pegar um pão fingidamente quente. A minha lhasa está tosada, com lacinhos azuis (ui, Matuck!) – é, eu tenho cachorrinhas que usam lacinho, malditos. Até está bonitinha.

Chegando em tal estabelecimento comercial, uma biba uma bichona um emo uma criatura incomum desceu dos tamancos purpurinados e começou a dar gritinhos de alegria enquanto via minha cachorrinha fashion com seus laços anis emoldurando-lhe a face. Ok, umas crianças também acharam legal e ficaram todos lá, brincando com a cachorrinha.

Ah, Matuck seu capeta! Historinha ridícula. Criancinhas e gazelinhas brincando com a cachorrinha! VAITOMÁNOMEODOSEO… peraí. A coisa não acabou. Por que, meu Deus, por que? Depois de pegar o pão, dei meia volta e me dirigi à rua. Vamos a uma breve descrição da tosa da cachorrinha. O pêlo está em coisa de 5mm. Baixo, mesmo. E tem a tal da tosa higiênica, que deixa as partes baixas do cão livres para não se sujarem no dia-a-dia. Entenderam, né? Tudo exposto. Esse é o cenário.

Pois bem. Estou indo embora quando a criatura rósea do paraíso dos pirulitos roludos declara, em alto e agudo som: “GEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTEEEEEEEEEM!!! A CACHORRINHA ANDA MOSTRANDO O CUZINHO ROSA PRA TODO MUNDO!!! ELA SOU SEU! TINHA QUE SER MIIIIIIIIIIIINHAAAAAAA!!!!”

Leiam de novo. Eu espero.

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Leram? É. Foi assim mesmo. O que foi aquilo? Que declaração foi aquela às multidões? Será que essa realmente era a vontade de Deus?

Olha, eu tenho amigos e parentes gays. Colegas de trabalho, conhecidos… nada contra, sério mesmo. Meu texto acima foi exagerado e preconceituoso, mas eu não sei outra forma de descrever aquela criatura que estava na padaria. Sério, eu não consigo falar mais nada. Nem sei como terminar este post. É, termina assim, mesmo. Ou não. Terminem nos comentários, se puderem. Estou deprimido. Perdi a fé na humanidade. Deus salve a América. All your base belong to us. Sei lá. <insira seu final aqui>

26
Ago
09

Sobre gripe A (H1N1)

Aposto que o page view deste post será alto. A paranóia do momento está aqui.

Uma amiga minha (que me trouxe jogos de PS3 \o/ \o/ \o/ \o/ ) estava nos USA até o início desta semana. A prima dela pegou gripe suína. Lá, o resultado do exame sai em 15 minutos. E você compra o Tamiflu a seu critério, sem governo maldito regulando o medicamento. Ah, mas tem um porém. Uma caixa de Tamiflu custa U$ 150.00. OMFG! Ser saudável é mais barato? Alguém contabiliza, por favor.

Falando em governo maldito regulando medicamento, já somos o país com mais mortes por gripe suína. E somos o único país que não receita o medicamento para pacientes fora do grupo de risco e sem sintomas graves. Todo mundo já sabe que o Tamofu Tamiflu só presta pra algo mais que bala de jujuba se for tomado nas primeiras 48 horas da infecção, não? Está na bula, não está? E que, por aqui, mesmo com o médico particular receitando o remédio, há dificuldades em conseguí-lo, não? Pois é.

Um amigo meu pegou gripe suína e não pôde pegar o remédio. Recebeu uma resposta do tipo “seu sistema imunológico que se vire”. E ele estava com princípio de pneumonia nos dois pulmões. Mandaram ele voltar somente se tivesse falta de ar. Aí já não seria tarde demais? Ele sobreviveu, mas poderia ser difernete.

Nesta República, saúde pública (ê cacofonia!) é somente para quem não pode pagar. Eu e todo mundo com quem convivo por opção temos plano de saúde. Pagamos pela nossa saúde. E, por quê diabos, o Estado agora vem me dizer que irá me proibir de pagar pelo medicamento que eu possa precisar? Ah, a balela do vírus mutante. E todo o resto do mundo libera o medicamento. Ah, tá, eu me esqueci. Só no Brasil ele pode sofrer mutação, por, sei lá, termos as águas de Lindóia, o ET de Varginha e a fonte sulfurosa de Cambuquira. No resto do mundo, ele não sofre mutação. Esqueci que o vírus surgiu aqui… opa. Não, não foi aqui. E por que eu não me surpreendo com este país?

Pelo menos, acabei de ver na TV, esse povo porco aprendeu a lavar as mãos e diminuíram os casos de diarréia e hepatite A.

E sabem o vídeo sobre a Roche, um secretário de governo americano, o vírus mutante, e as teorias da conspiração? Cara, pra um medicamento que era subutilizado, contra-indicado por causar até derrame, e que agora já tem prazo de validade extendido por dois anos adicionais e é dado até para bebês, esse Tamiflu está bem. A Roche deve estar achando lindo – é, a ética em relação à indústria farmacêutica dá pano pra manga; e eu não vou puxar o pano pra fazer manga. Na boa, eu não dou muito crédito pra teorias conspiratórias. Mas depois dessa, de uma caixinha de Tamiflu custar 150 dinheiros americanos… sei não, viu? É quase o preço de um XBox 360 Arcade, lá fora, pô. Essa doeu.

Em tempo: se você me conhece pessoalmente, está espirrando, tossindo, com unha encravada ou qualquer outro sintoma de qualquer gripe que existir no universo, fique longe de mim. Me visitar, então, é motivo pra rever o contrato de amizade. Você foi avisado.

Obs. Legal foi ver o Ministério da Saúde dizendo que somos o país com mais número de mortes porque os outros países não estão reportando os números de casos fatais. Se fosse funcionário meu dando esse migué, saía por justa causa. E os USA reportam um zastilhão de casos confirmados pra merreca de mortes. E aqui, é o contrário. Mas, tudo bem. O que interessa é o número fake de mortes por número total de habitantes. Ufa! Ainda bem que sou burro e não tinha entendido que está tudo bem.

26
Ago
09

Trívias

- Bebês são pouco mais que um tamagotchi, quando novinhos. Pouco interagem e fazem barulho quando estão com fome ou sujos. Ah, e dormem. Pouco. E o papai, aqui, que tem que trabalhar no dia seguinte? Foda-se você, papai. Ah, meu filho nasceu. Óbvio, né?

- Meu filho é a coisa mais linda do universo. É parecido comigo. É sério.

- Uma outra coisa legal sobre ele: adora dormir enquanto eu canto Fear of the Dark ou Hallowed Be Thy Name pra ele. Claro que eu canto em uma versão Metal for Babies. Mas é metal.

26
Ago
09

Uma revolução real.

Aaaaah, olá meu povo. Não, esta tumba não está abandonada. Sim, eu demoro pra caralho pra atualizar isto aqui. Mas eu atualizo. Uma vez por mês, ao menos. Algo como aquela revista mensal que nunca chega na data porque a distribuidora é uma merda. Matuck, seu cão, pára com desculpas e escreve algo que presta. Ok.

Li ainda agorinha que a Nissan irá lançar, em 2010, seu veículo elétrico. Um carro de verdade, realmente utilizável, e com cara de carro. Há muito ventam notícias de que os carros elétricos ou a célula de combustível (normalmente hidrogênio) substituirão os atuais veículos a combustão. E, putaqueopariudebota, já pensaram o quê isso significa?

Você, “garotinho juvenil, criado no leitinho com pêra, com ovomaltino na geladeira” (Gil Brother, filósofo brasileiro) pensa que sempre existiram postos de gasolina e toda a fucking estrutura atual que lhe permite tirar o carro da garagem e ir virtualmente para qualquer parte do mundo civilizado? Não, criatura maléfica das oferendas aos demônios da estupidez. Foram décadas, quase meio século para existirem estradas, postos de gasolina, assistência técnica e outras coisas que compõem a infra-estrutura mínima para alguém possuir um automóvel e pagar impostos pela posse deste objeto de desejo. Governos investiram, incentivos foram dados. Morte, dor, sangue e destruição para o parto do automóvel moderno.

A coisa é tão feia assim para o nascimento do automóvel elétrico? Não. Estradas continuarão aí e, pelo que sei, as leis da física não foram revogadas e estes automóveis continuarão… rodando sobre rodas em piso pavimentado. Bom. As redes autorizadas e outras oficinas também continuarão aí. Mas com um agravante. Se hoje a eletrônica dá baile em mecânicos competentes que não têm acesso aos scanners oficiais do fabricante para dar manutenção nos veículos com muita eletrônica embarcada, imaginem como será com veículos totalmente elétricos, em que quase tudo será eletrônico? Então. Ah, e a GM está querendo instalar dispositivos que permitem desligar o veículo à distância. E se até marcapasso já foi hackeado, imaginem milhares de carros em uma auto-estrada perdendo os frei… bom, não é esse o assunto. Mas arquiteto de soluções é um ser paranóico, veja bem.

Bom, voltando ao caos iminente: o que acontecerá com postos de gasolina e toda a indústria que permite a existência destes estabelecimentos comerciais? Os petrodólares? A Petrobrás? O seu tio que tem posto e se acha o barão da família? Pois então, cambada. Fodeu. Carro elétrico se recarrega na tomada da garagem. E nos prédios antigos sem garagem? Sei lá, negão. Puxa um gato do poste. Abre um posto que seria pouco mais que uma parede com tomadas. O ponto é: a coisa vai mudar muito. Gente vai perder a obra de uma vida, outros irão ganhar muito (como sempre). Problemas surgirão. Eletricidade também é escassa. Mas pode ser obtida de forma limpa e racional, de transformação da energia solar à energia das ondas do mar, do vento, de bactérias, da flatulência das vacas, do esterco dos porcos (Master Blaster domina Bartertown) e por aí vai.

Bom, mas virá aquele moleque piranha e afirmará, convicto: “Aê, mey! A Fuca Rebaxada, o Golf Sapão e o Omega seis caneco nóis enfia dérreal de gasulina e vai pras quebrada, tá ligado? VIDA LOKA, MEY!” Sim, carros elétricos, por enquanto, têm, no máximo, autonomia somente razoável. O Leaf, da Nissan, roda 160 km com carga total. A recarga dura 8 horas. CARÁLEO, MATUCK! OS MOLEQUE PIRANHA TÊM RAZÃO, ENTÃO, PORRA! Não, pequeno padawan. O Leaf, por exemplo, tem 80% da carga máxima com 30 minutos de recarga. Igualzinho ao seu celular ou ao controle do PS3.

O quê eu acho disso? Acho que será interessante assistir ao que acontecerá nos próximos anos. Eu adoro carros. De verdade. E, ultimamente, apesar deles terem limpado o mundo, os ecofilhosdaputa vêm condenando o automóvel. Peraí! Limpou o mundo? Sim, cidadão. Cavalos defecavam às toneladas, urinavam aos milhares de litros e morriam igualmente ao milhares em uma cidade desenvolvida do início do século passado. Nova York, por exemplo. Imaginaram a imundície? Eu sabia. Ah, garotinho criado no ovomaltino da geração PlayStation… Bom, o que interessa é que a redenção do automóvel pode vir daí.

Eu acredito que morrerei e ainda existirão carros a combustão rodando por aí. Alguns elétricos usam combustível para um gerador fornecer eletricidade. Podem vir a ser os populares do futuro. E os postos, petrolíferas, países árabes e a Petrobrás não morrerão à míngua (não?). Eu acho. Err… sei lá. Chutei. Quase uma previsão de Pai Matuck de Ogum. Por Brunetta, leigos não devem opinar.

Há muito o que explorar neste texto: os novos designs possíveis dos carros elétricos, que não precisam ter o cofre do motor e o túnel de transmissão; a aposta de Dubai no turismo, uma vez que o tempo do petróleo (e o próprio) está acabando; o fim do barulho emitido pelos carros; o preço de uma roda com motor embutido para países em que rodas quebram pelas crateras das estradas (AÊÊÊ BRASIL). E por aí vai.

Segue uma foto do Nissan Leaf (huuum, que nome ecológico, frescos verdes), que me motivou a escrever. Parece um bagre, mas, juntamente com o Chevrolet Volt (que é lindo, e esperança de salvação da GM) eles irão começar de verdade o que o Toyota Prius rascunhou. A primeira grande revolução dos automóveis.

Opa, não é esse.

Opa, não é esse.

Ah, é esse.

Ah, é esse.