02
jan
10

Eu estou vivo – ou: as malditas chuvas não pegaram o Matuck

Ah, férias. Ainda falta mais de uma semana para acabarem. Mas, depois de rodar mais de 3.000 km com Battousai, estou em BH, sem muito o que fazer. Vou ligar para os Malefoquers e ver se tem alguém aqui. Senão, não tem graça.

Mas, enfim, para começar o ano, aí vão alguns pensamentos e opiniões d’O Matuck, este presente divino de Deus nosso Senhor Jesus Cristo Alá Buda Tupã Zeus Júpiter Manitou.

- Eu tinha somente um Uno. Comprei um Corolla, que é carro de americano pobre e preguiçoso para dirigir. Bem, aqui no Brasil é considerado carrão. E, para os meus parâmetros rasos sobre automóveis que dirigi, viajar com o Corolla foi a melhor experiência estradeira asfáltica que já tive. Mas… com ressalvas.

O Uno é mais divertido. Se não souber dirigir mesmo o carro, não vai na estrada. E faz curvas muito melhor que o Corolla. Como eu senti falta desse carrinho nas descidas de serra que fiz nestes dias. Mas… nenhuma falta nas subidas de serra. É, eu sou um fodido, mesmo – comemoro subir a serra de Ubatuba com o ar-condicionado ligado, sem esforço, passando os carros pontobola de forma casual, tranquila e totalmente descomplicada. Pobre se contenta com pouco. E eu adorei o carro.

- Neste Natal ficou visível o que se noticia por aí: as classes C e D ascenderam em poder aquisitivo. Ótimo. Mas… porra, por que sempre tem um “mas”? Porque está faltando uma coisa essencial nessa galera: educação. Sério. Não é preconceito, elitismo, nada disso. Eu vi o pessoal frequentando, com direito, lojas e shoppings que antes não eram alvos de suas compras. Legal, a economia movimentada é tudo que queremos em tempos pós(?) crise econômica. Mas o comportamento não estava legal. Um misto de afrontamento com raiva era visto em vários grupos. Vi até começo de briga no Shopping Del Rey. O ambiente era pesado, estranho, tenso, nada a dever a uma volta no centrão de BH. Porra, se eu vou numa merda de shopping, é pra ter alguma tranquilidade circulando lá. Ah, Matuck, mas o Del Rey nunca foi essas coisas. Ok. No BH Shopping, os banheiros fediam de longe. Idosos eram destratados na praça de alimentação. Faltou segurança. Sério, foi foda.

Eu moro há oito anos em Brasília, mas venho ao menos uma ver por ano em BH. Não era assim. Piorou, e muito. Ressalto novamente: não é questão de elitismo, mas de civilidade. Deve haver exigência do mesmo comportamento civilizado para qualquer pessoa. Simples assim.

- Falando de coisas amenas. Eu odeio mãos de mulheres cujos polegares parecem um dedão do pé – ou Hálux. Alguma vez eu soube disso? É uma coisa bizarra. Não é um polegar comprido como os demais dedos da mão, tampouco um dedo semelhante aos dos anões. É um dedão do pé no lugar do polegar. Sério, me dá desespero. Já vi três mulheres assim. Eu não consigo ignorar. MEU DEUS, OS MEUS OLHOS!!!!

- Ah, vou voltar ao Corolla. Puta que pariu. Um carro automático é ótimo na cidade, mas uma droga em algumas situações. Em ultrapassagens ou aclives, mesmo com o kickdown, às vezes ele não reduz. No caso do Corolla, se ele estiver com giro acima de 4.000, não desce marcha. Que falta faz um câmbio manual. E o mesmo câmbio manual faz falta na hora de fazer uma baliza mais justa. A embreagem dá maior controle em manobras curtinhas, daquelas bem precisas. Não preciso dizer que dei um totó com o carro por esses dias, sem sequelas, mas revoltante. Argh.

- Eu sempre fui um cara que nunca ligou muito pra futebol. De, ás vezes, realmente ignorar o que estava acontecendo. Sinal da má fase de longos anos pela qual meu time passou? Possivelmente. Ou talvez eu tinha coisa melhor pra faze que ficar dando atenção pra futebol, o que é MUITO mais provável. Entretanto, neste ano, aconteceu algo que há muito não acontecia. O meu time voltou a ser campeão brasileiro. Esperei mais da metade da minha vida para ver isso de novo. E me emocionei de verdade. Somos Hexa, porra.

- Meu filho é minha âncora com a realidade. Sem mais.

Pra variar, um post caótico. Não tinha muito o que falar, e pra quê falar? Pra ser sincero, estou apenas matando meu tempo, pois estou numa casa-prisão-museu. Um dia eu explico. Que se dane. Estou de férias.


1 Resposta para “Eu estou vivo – ou: as malditas chuvas não pegaram o Matuck”


  1. 1 fga100
    10 10UTC janeiro 10UTC 2010 às 9:58 AM

    Nao acredito… Matuck vc e um canalha, como depois de anos vc foi trocar de carro? como vc teve coragem de abandonar o unao? e o fim dos tempos mesmo, meu Deus para onde eu corro?
    De todo modo parabens pelo carro novo, com relacao a educacao eu concordo com vc, principalmente agora que tou morrando na roca, o povo nao tem educacao mesmo em varios sentidos.
    O unao, o unao nao…..


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